• Home
  • About
  • Contact
    • Category
    • Category
    • Category
  • Shop
  • Advertise
Tecnologia do Blogger.
facebook twitter instagram pinterest bloglovin Email

Blog da Tanara


Empatia é uma coisa engraçada, né? Algumas pessoas pensam que é preciso nascer com ela mas eu acredito que ela pode (e deve) ser adquirida e trabalhada durante toda a vida. 
Digo isso porque durante boa parte da minha vida eu não fui uma pessoa empática. Não fui mesmo. Era do tipo que ia a uma loja, pegava a peça de roupa lá do final da pilha, puxava (bagunçando tudo) e quando minha mãe reclamava da minha atitude eu respondia que não tinha importância pois alguém era pago pra fazer aquilo. Era bem desse tipinho, podre mesmo. Mas a vida girou 360º e eu precisei trabalhar em uma loja de shopping anos mais tarde. Nessa loja eu descobri a importância em ser (e se fazer) empático.

Nessa experiência veio o famoso "pagar a língua". Convivi com clientes que pensavam do mesmo modo que um dia eu pensei, mas esses ainda eram "tranquilos", descobri mais tarde.. Pior que esses eram os que xingavam, diziam que iam me bater caso eu não solucionasse o problema ali na hora, me insultavam com os mais diversos adjetivos, sem ponderar nem por um milésimo de segundo como  isso me atingia. Lidando, quase que literalmente, como se eu fosse um robô desprovido de qualquer emoção e que advinha? era pago pra fazer aquilo.

Acredito que trabalhar com atendimento ao cliente é a melhor forma de você se tornar um ser humano melhor. Porque da mesma forma que as pessoas as quais você atende não fazem ideia de como foi teu dia, tua semana, teu mês, do que você passa ou deixou de passar, você também não faz ideia da realidade que está do outro lado. Isso obriga você, na maioria das vezes, a analisar o outro por uma perspectiva mais humana, mais empática. Atendendo o próximo você descobre a exata maneira como gostaria de NÃO ser tratado e isso te faz ter uma postura melhor, coisa que por consequência se estende aos demais e cria, acredito eu, uma verdadeira corrente do bem. 

Vão ter dias que não adianta, você vai atender uma pessoa que não está nem um pouco disposta a ser minimamente bacana contigo. Nestes dias faz-se valer a calma e a consciência de que o lixo do outro não te pertence e você não pode absorver aquilo porque da mesma forma que existem correntes positivas o mesmo vale pro negativo. É difícil, mas nesse ponto também se vê a empatia; isto porque vale pensar que talvez aquela pessoa esteja passando por alguma situação ruim e esteja descontando, mesmo que sem querer, em você. Mas exercitando o lado humano a tendência de desarmar essas pessoas e fazê-las refletir a respeito da situação, mesmo que depois, mesmo que com outra pessoa, já vale o sapo engolido. 

Isso vale também pra você, que nunca precisou trabalhar om atendimento ao público (cosia que acho bem difícil).Se tu for um cliente em qualquer estabelecimento, em qualquer serviço prestado, lembre-se: do outro lado existe uma pessoa com problemas a mil para resolver, demandas gigantescas, pessoas que muitas vezes dependem daquele trabalho pra viver e sabe? Não é legal estragar o dia delas com teu lixo. Assim como você não gostaria que estragassem o teu. É uma lógica que parece simples né, mas é incrível como é ainda pouco praticada. 
Por tanto, faz-se necessário o reforço. 

Atualmente não trabalho mais nessa loja mais ainda trabalho com atendimento à outras pessoas e todos os dias sigo aprendendo. E o que tiro de mais valioso nas minhas experiências, o que levo pra vida e te aconselho a levar pra tua também é: o que tiver de lixo, jogue no lixo. Jamais, jamais mesmo, jogue em outra pessoa.
Share
Tweet
Pin
Share
22 comentários
Dizer que Bohemian Rapsody foi um dos melhores filmes que já vi ainda não faria jus à forma como a obra mexeu comigo. Confesso que a minha primeira lembrança do Queen foi em um DVD de flashback que minha mãe ouvia. Na época eu achava a música muito chata, as performances do Freddie teatrais demais e os clipes muito sombrios. Resumindo: minha adolescência não me permitia apreciar a qualidade musical do Queen. Anos depois, quando me casei, fui me aprofundando, por influência do meu marido, em bandas antes esquecidas. Mas foi quando eu descobri que a música "Love of my Life", que eu amava, era do Freddie, que eu realmente me dediquei a degustar as musicas da banda. 

E foi munida de admiração que fui assistir ao filme "Bohemian Rapsody" ontem. 
Quero destacar alguns pontos a respeito do filme. O primeiro deles é com relação à atuação do Rami Malek como Freddie Mercury. O cara foi simplesmente sensacional! Ele conseguiu traduzir em sua atuação o que eu imagino que era a real essência do cantor e durante todo o filme é impossível não se emocionar com a proximidade que a atuação te faz ter com o artista. A inocência no olhar, a mente visionária - muito além do seu tempo - , o grande coração e a criatividade em cada detalhe da composição de suas músicas, tudo isso foi muito bem exposto e ressaltado por Rami ao capturar e transmitir a imagem de Mercury durante o filme.

Apesar de não ser um filme majoritariamente focado na banda mas sim no Freddie, as pinceladas a respeito da formação e da interação que os integrantes tinham foi outro ponto interessante. A despeito da maior parte das bandas de rock, o Queen aparentemente não viveu o drama do fim, muitas vezes causado pelo destaque de um membro específico ou brigas.. pelo contrário. A banda se manteve - e se mantém - unida, independente do foco ter sido maior ao vocalista. 


Por último, mas não menos importante, o filme te ambienta em uma época onde a homossexualidade e a AIDS tinham destaque nos jornais e andavam praticamente de mãos dadas. Nesse quesito a obra deixa uma importante reflexão sobre a fragilidade da vida e como ninguém está imune a nada, seja você um cidadão comum ou um astro do rock. Nesse ponto vale o destaque à maneira como foi retratada a resiliência e o otimismo de Freddie diante da doença, mesmo sabendo que seu tempo estava contado. O sentimento é ambíguo na cena em que Mercury conta pra banda que pegou a doença: por um lado você fica triste junto com o cantor. É como se você sentisse, junto com ele, que a vida está com os dias contados e esse sentimento ser passado através de um filme foi uma sacada genial. Por outro lado você percebe a força em Freddie e a vontade de fazer do tempo de vida o mais intenso e incrível possível e isso é revigorantemente motivador.

Como eu já disse, foi um dos melhores flmes que já vi. Como expectadora, me senti próxima a Mercury. A obra te faz sentir as mesmas emoções do protagonista e te permite ter uma visão mais humana por trás do artista. Durante as mais de duas horas de duração, o longa te faz ficar com o fôlego preso do início ao fim. É inacreditável por que eu jamais pensei que uma semi biografia de um astro do rock pudesse arrancar tantas lágrimas de mim. 


Recomendo muitíssimo e acho que todos deveriam assistir, sejam fãs da banda ou não. Não é apenas uma biografia, é uma lição de vida. Não é somente uma reverência a um dos maiores astros do rock da história; é também uma reverência à vida, à esperança, à arte, à música, à luta.. coisas que não importa o tempo, nunca são velhas demais para serem lembradas e exaltadas.

Share
Tweet
Pin
Share
16 comentários
Quase nunca falo sobre minha experiência como mãe. Isso porque acho que, mesmo tendo passado um ano e quatro meses desde o nascimento da minha filha, eu sinto que ainda não sei nada. Quando eu tive minha filha foi algo planejado. Eu já tinha viajado bastante, curtido horrores e aí, após um ano com meu marido, começamos a divagar sobre filhos. Uns dois meses depois eu descobri que estava grávida. Obviamente a descoberta não foi nenhuma surpresa, e os nove meses que se passaram enquanto eu esperava a Lavínia chegar foram uma montanha russa de emoções. Mas nada, nada mesmo me preparou para o que veio depois. 

Quando tive minha filha eu passei por uma depressão pós parto bem pesada. Eu tinha medo de fazer mal a ela em algum momento de raiva, às vezes eu sonhava que eu jogava ela na parede em uma crise de choro, coisas bem ruins e que me faziam sentir super mal. Juro que nos primeiros 40 dias de vida da Lavínia eu simplesmente não conseguia gostar dela. É horrível escrever isso, mas era a minha realidade e como mãe, isso doía muito. Não a toa minha mãe e meu esposo ficaram, nesse período, cuidando de nós duas. Eu não sabia como agir, não sabia o que fazer, ficava bem chateada quando ela acordava à noite chorando e interrompia o meu sono. Eu sentia como se aquela vida pré maternidade tivesse sido roubada de mim e eu colocava a culpa na minha filha. Mesmo eu tendo escolhido ser mãe, quanto todo o ônus da maternidade bateu à porta, o bônus ficou na lata de lixo. E demorou um tempo pra eu entender o tamanho da responsabilidade que eu tinha. Mas, mais do que entender a responsabilidade demorou um tempo pra eu também aprender a amá-la. E isso é normal. Acreditem.

Muita gente diz que toda mulher já nasce sendo mãe. Mas acredito fielmente que isso é uma mentira. A maternidade é aprendida todos os dias e acredito que seguiremos aprendendo até o dia em que morrermos. Eu cresci em uma família com pais que me deram tudo e sempre. Por mais que o objetivo não fosse esse, eles acabaram criando uma pessoa mal acostumada. E foi duro deixar essa antiga Tanara individualista e folgada (verdade seja dita) de lado pra aprender - pasmem - a pensar em algo além do meu umbigo. A pensar em alguém além de mim. E devo dizer, minha filha tem feito um ótimo trabalho me ensinando tudo isso. E hoje, como mãe, eu preciso lutar pra não passar para a Lavínia maus costumes que fizeram parte da minha criação e mostrar que eu estou pra ela integralmente, no matter what.  

Um exemplo das pequenas lições que a maternidade me trouxe é quando minha filha acorda a noite com fome. Eu e meu marido criamos o hábito de só ele levantar de madrugada para cuidar da Lavínia. Isso é super cômodo pra mim, claro, que fico na cama dormindo. O problema é que quando meu marido está doente ou por algum motivo não pode levantar, eu demoro a entender que o barulho que escuto é um choro, que esse choro é da minha filha e que eu preciso levantar e fazer o que meu esposo faz todas as noites. Nesse ínterim a Lavínia já ficou super estressada e quando eu chego no quarto dela fica muito mais difícil acalmá-la. 

Sei que parece meio bobo, mas são detalhes importantes. Se meu marido passa mais tempo cuidando da minha filha, a figura que ela terá como referência em termos de respeito e carinho será majoritariamente ele, e não eu. E isso, no futuro, pode causar problemas na minha relação com ela. 

Costumo brincar dizendo que meu marido corrige e eu fico responsável pela diversão, mas confesso que já estamos pagando o preço por isso. Quando é pra eu corrigir ela não dá bola e quando é pro meu marido brincar com ela, ela também não liga muito. Cara, são tanto detalhes, tantos pontinhos aos quais precisamos ficar atentos. A parte de trocar fraldas, levar na creche, colocar pra dormir é o de menos perto de todo o universo que tem por trás de ser mãe e pai.

Hoje, apesar de todos os erros (e também acertos) eu me considero uma boa mãe. Sei que posso (e devo) buscar ser sempre melhor, mas aquela visão individualista e umbigalista que eu tinha do mundo tem sido cada vez mais quebrada e substituída por um amor que não cabe no meu peito. Quando penso na depressão que tive quando a Lavínia nasceu e nas coisas absurdas que tive medo que acontecessem com ela por minha causa, eu agradeço a Deus porque foram esses momentos difíceis que me prepararam pra me doar 100% pra minha filha agora. 

A trajetória não e fácil pra quem vive mas é imensamente leve pra quem está do lado de fora e julga. E esses julgamentos de pessoas que mesmo não tendo filhos, se acham melhor mãe/pai que nós que os temos, deve ser encarado com muita sutileza e, porque não, frieza. Ninguém além dos pais sabe o que é melhor pros filhos. Ninguém além dos pais tem o direito de se meter na educação, crescimento e edificação dos filhos. Isso porque também ninguém além dos pais acorda 3, 4x de madrugada, leva no médico duas vezes por semana, perde noites de sono pensando em como colocar no orçamento as roupas pro bebê, os brinquedos, a educação de qualidade. Então quando ficamos cansados, exaustos, quando cogitamos tirar aquele tão sonhado day off  para relaxarmos um pouco, não nos julguem. Não diga que somos maus pais, que não pensamos nos nossos filhos porque cara, é basicamente isso que fazemos todos os dias. E sei que tem gente que pensa "se não queria essa trabalheira toda era só não ter engravidado". Mas gente, esse pensamento é tão burro (me desculpem a expressão). É o equivalente a dizer que "se não queria problemas na vida era só não ter nascido". 

A gente escolhe sabendo dos problemas, sabendo das dificuldades e essa escolha é baseada no "apesar de". Apesar das noites mal dormidas, apesar da fila no hospital, apesar dos recursos gastos, apesar disso tudo.. eu quis ser mãe, eu SOU mãe e eu não trocaria isso por nada nessa vida.

Nós, pais e mães, temos sim o direito de errar porque nós também estamos aprendendo. Temos o direito de descansar porque nós também cansamos. Temos o direito de chorar porque muitas vezes, a responsabilidade aparenta ser maior do que suportamos carregar. Mas isso não diminui o tamanho do amor que sentimos pelos nossos filhos. Na verdade, acredito que são nesses momentos de dificuldades, que nós descobrimos nossa verdadeira força e o tamanho do amor que temos pelos nossos (eternos) bebês. 

Eu amo minha filha, mataria e morreria por ela e graças a ela, hoje eu sou uma pessoa infinitamente melhor. Sigo cansada, sigo exausta mas eu não trocaria essa experiência por nada nessa vida. Ela nasceu de mim e eu estou crescendo por ela. <3
Share
Tweet
Pin
Share
41 comentários
Olá! Continuando meu post anterior a respeito da minha experiência no Canadá, trago mais algumas informações hoje sobre as cidades que visitei: Toronto, Montreal, Quebec e Ottawa. Quando eu cheguei em Toronto eu estava um tanto preocupada em fazer amigos. E acredite, isso toma bastante o nosso tempo. Então, minha primeira semana foi um inferninho comigo tentando me enturmar em todo tipo de grupo, sem levar muito em conta o nexo das pessoas. 


Beirando a desistência eu conheci seis pessoas fantásticas: Alejandro, um mexicano muito alto astral que estava em Toronto há 4 anos; Sibylle e Nikola, dois suíços que, embora fossem um pouco fechados, me transmitiram muito! Fora essas pessoas conheci também alguns nativos, como o Brandon, um colombiano chamado Juan e outra mexicana, a Ingrid. Pessoas muito muito iluminadas e que transformaram minha viagem na melhor experiência da minha vida!

Dito isso, eu comecei a explorar Toronto. A cidade é bastante cosmopolita, mas sem perder a tradição. Em meio a shoppings e uma variedade imensa de bares e restaurantes, discotecas e casas noturnas, você se depara com pequenos pontos de tradição, lugares que parecem refúgios em meio à agitação. 


Um desses lugares, pasmém, é a Universidade de Toronto. Construída em  1827 e com o nome inicial de King's College, o local abrange um campus com 7 college's. O complexo é gigantesco, possui diversos blocos e todos eles são em arquitetura do século XIX. São edifícios lindos, e os campus são abarrotados de natureza ao redor.  Todas as universidades são interligadas, incluindo os campus de lazer, academia (tem pelo menos três espalhas pelos lugar) e claro, dormitórios, republicas e fraternidades.


A Universidade de Toronto é uma das melhores do mundo e possui a terceira melhor biblioteca acadêmica, ficando atrás apenas de Harvard e Columbia, se não me engano. No inverno a neve em cima dos prédios te faz ter a sensação de estar em um filme antigo. Nesse período não tem muito furdunço dos alunos, então o lugar acaba sendo um refúgio para ler, meditar, explorar. É sensacional.

Pra diversão, fui em dois excelentes lugares, os quais eu recomendo muitíssimo. Um deles foi o Crocodille Rock, um pubzinho bacana e com músicas que vão desde as latinas até hip hop, passa por tudo. Lá, nas quartas-feiras, tem promoção dupla da cerveja Canadian a noite toda. Você paga mais ou menos $2,50 CAD e bebe duas cervejas.

Dá pra ficar bem alegre. rs Outro lugar sensacional é a boate Crews and Tongos. Como a maior parte das amizades que eu fiz foi com rapazes gays eles me arrastaram pra alguns lugares assim e cara, eu nunca havia ido em um lugar como a Crews and Tongos. Primeiro porque, por mais que fosse uma boate gay, lá você encontra bastante gente hétero e isso sem preconceito algum! Todo mundo se diverte e interage com respeito e tranquilidade. Segundo porque eu nunca tinha ido em um lugar com apresentação de drags e as de lá foram inacreditáveis! Todas animaram a festa do início ao fim e nossa.. foi uma experiência única!

Outra pedida necessária é o Ontário Lake. Aquele lago no inverno.. é surreal! As árvores congelam e formam lindos cristais transparentes. A neve cobre toda a grama perto do lago e as pedrinhas perto da areia são tão lindas que te faz querer passar o dia catando pra levar pra casa. Ao longo do lago (também chamado pelos canadenses de praia) eles montam esculturas com peles de alguns animais, pra que caso fique muito frio, as pessoas possam entrar nas cabanas sem perder a vista do lugar.

Fui lá com o Brandon, um colega canadense que fiz e foi lá que eu descobri que é proibido beber em espaço aberto. Daí compramos cervejas e escondemos no meio da neve enquanto íamos bebendo. Fico imaginando uma lei dessas aqui no Brasil rs. Visitei o Woodbine Beach Park, que abrange parte do "litoral" e fiquei muito, muito encantada. Vale a pena cada minuto naquele lugar. E recomendo como pit stop certo em Toronto.

Por último, mas não menos importante, é indispensável a visita a Niágara Falls. Lá é como se fosse as Cataratas do Iguaçu da América do Norte. O lugar é divino, e no inverno a vista é sensacional. Metade da cacheira foca no Canadá e a outra metade fica nos Estados Unidos.
A cidade onde fica Niágara Falls lembra muito Las Vegas. É cheia de cassinos, casas noturnas, lojas caríssimas e hotéis de luxo. Pra mim, a atração fica por conta da cachoeira mesmo, porque o restante é dispensável. rs Vale a pena tirar um dia pra ir lá. Lembrando que no verão eles disponibilizam passeios de barco que permitem chegar beem pertinho da cachoeira. É inacreditável de lindo!

FRENCH CANADA 

Falando um pouco da parte francesa do Canada (e, na minha opinião, a parte mais bonita que conheci), a French Canada é formada por Montreal, Quebec e Ottawa. O nome French Canada surgiu porque é a parte do país onde o idioma predominante é o Francês. Sério, tem alguns distritos desses lugares onde nem o inglês eles falam, pra vocês terem uma ideia. 

Ottawa foi a primeira do trio que eu visitei e é a capital do Canadá. Por esse motivo a cidade tem muito enfoque político, com prédios do parlamento, a casa do primeiro Ministro, enfim.. tudo muito politizado. A residencia do primeiro ministro, o Justin Trudeau, é dentro da cidade, em uma casa relativamente simples para o governante de um país. A proximidade com o público é bastante evidente, uma vez que ele sai na rua, cumprimenta, conversa, como uma pessoa normal (o que ele não deixa de ser, né rs).


Uma coisa que chama a atenção em Ottawa é a forte divisão de classes. Essa divisão se evidencia com uma separação quase que literal da parte rica e da parte pobre da cidade. Esta parte pobre, aliás, já sofreu tentativa de incêndio quatro vezes. Foi só quando os governos anteriores perceberam que a população continuaria a se reerguer que eles resolveram parar de tentar queimar a cidade. E aí preferiram construir uma grande rodovia separando uma parte da outra e deixar os pobres quietinhos lá. A diferença é sutil entre uma parte e outra, mas ainda se faz evidente e é importante ser lembrada.

Fora esse lado histórico e político, não tem muito o que fazer em Ottawa. O ideal é passar um dia, no máximo um dia e meio lá e partir pro destino seguinte: Montreal/Quebec.

Montreal é uma cidadezinha localizada dentro da província de Quebec. Logo, você conhece dois lugares de uma vez só. Pra mim foi o lugar mais fantástico que eu já conheci. Entre pequenas ruas e vielas, a gente consegue enxergar uma preservação quase que literal do velho. E por velho, quero dizer tradição. As lojas, os cafés, os pubs, as igrejas, os castelos, o clima de cidade de interior.. tudo isso mantém as pessoas unidas, desde as que moram lá há anos até as que acabaram de chegar. As pessoas em Montreal tem orgulho da sua história, tem orgulho de viver onde vivem, tem orgulho de pertencer. E e sentem mais do que felizes em fazer os turistas terem uma experiência inesquecível na cidade e sentir, mesmo que só durante a passagem, como parte do cenário, parte da história. 

A cidade, com construções que remetem à arquitetura europeia, foi palco do nascimento e vida do único santo do Canadá: St Andreas. A basílica construída em sua homenagem fica em cima de um monte de onde você consegue ter vista de toda a cidade. Em Montreal, o francês já se sobressai sobre o inglês e em alguns lugares não adianta, se você não souber falar o minimo de francês desejável as pessoas já te olham de um jeito estranho.

Mas ainda assim são muito educadas e te tratam bem por onde você passar, especialmente quando veem que você é turista. Por incrível que pareça não vi sequer a possibilidade de roubo, assalto, sequestro, qualquer coisa deste tipo. Junto com a sensação de estar em uma outra época, vem também uma sensação de segurança incrível na cidade. Os monumentos mais tradicionais se localizam na “Velha Montreal”, um vilarejo próximo a um lindo rio, onde pude apreciar e contemplar belezas como a Basílica de Notre Dame e uma Réplica do Empire State of Mind (muito mais bonita, na minha opinião).


Já em Quebec, província francesa do Canadá, a diversão fica por conta do delicioso Poutine, prato típico da região e surreal de tão gostoso. Tem também o Chateau Frontenac, um hotel luxuoso que tem mais de 100 anos de existência. Em Quebec, no inverno, você também pode fazer um passeio no Hôtel de Glace, também conhecido como Ice Hotel. Ele é o primeiro, e ate onde eu sei único, hotel cem por cento feito de gelo na América do Norte. Exatamente por esse motivo ele só funciona durante o inverno (que vai de novembro até março, mais ou menos).


Toda a estrutura é feita primeiro com metal (o que por si só já é frio), leva um mês pra ser erguida e conta com o serviço de 50 trabalhadores. Após montar tudo com o metal eles cobrem com gelo e neve, geralmente junto com uma mistura especial para ajustar o ambiente Ã  umidade. Localizado a 5 km de Quebec City, o hotel fica no bairro de Charlesburg, mas em um lugar um pouco afastado, dada a estrutura dos quartos. Idealizado e construído em 2001, o local hoje é palco de casamentos, festas e claro, hospedagem pra casais em lua de mel (aqueles que tem coragem de pagar aproximadamente $15.000 pela suite master e passar noites no frio rs). O hotel, em 2016, fechou no dia 28 de março. Mas depende de ano pra ano porque quando o inverno na região Ã© mais rigoroso, eles podem estender a data, da mesma forma que podem adiantar, caso o inverno não seja tão forte.


Geralmente quem vai pro Canadá por intercâmbio, costuma ganhar o passeio ao hotel. Eu fui mas o hotel não estava incluso, então tive que pagar $10 cad para a visitação. Na hora achei meio caro, mas vale muito a pena.
Em meio a escorregadores de gelo, quartos com sereias e golfinhos esculpidos, bar que serve bebidas em copos de gelo (muito difícil de segurar aquilo. Você fica dividido entre tentar segurar o copo congelando os dedos ou beber o drink haha), você entra em um mundo mágico. Pode parecer conto da Disney ou exagero, mas o lugar é realmente fenomenal! As suítes são divididas por estrutura e cada diferenciação de preço significa mais incrementação do quarto.

Uma das suítes mais simples, por exemplo, tem a cama de casal e pequenos peixinhos esculpidos nas paredes. Estas custam em média $175 cad por noite. Já as mais elaboradas possuem um verdadeiro zoológico de bichos polares e aquáticos esculpidos nas paredes, estátuas de ursos e lobos.. tudo um verdadeiro espetáculo pra quem não tem medo de passar (e gastar) alguns dias em meio ao gelo! 
Para casamentos existe uma capela (também cheia de gelo) onde pessoas costumam reservar sua data especial com até dois anos de antecedência. Querendo ou não é o lugar perfeito para pessoas com gostos excêntricos e com o sistema imunológico forte.

Na área externa dos quartos tem boas opções de diversão. Além da possibilidade de esquiar, e da linda vista do por-do-sol, eles tem uma cabaninha Maple Syrup, com grande parte dos produtos feitos com esse suco proveniente da maçã (aquele líquido que eles colocam nas panquecas e que eu, particularmente, DETESTO mas MUIIIIIIITA gente se amarra). A decoração das árvores também é um espetáculo. Eles colocam pequenas estruturas de neve incrustada com gelo colorido dentro. É simplesmente lindo de se ver! Fora os escorregadores, as lojinhas e o bar MARAVILHOSO da Heineken (imagina você ficando bebâdo (a) em meio ao gelo *_____*)
Enfim pessoal, é um lugar mágico, maravilhoso, surreal! Quem for para Toronto, Quebec, Montreal ou Ottawa durante o inverno, se assegurem de dar uma passadinha no Ice Hotel. Vocês não vão se arrepender!
An epic journey! What's next?
Meu primeiro mês no Canadá foi assim.. pessoas, lugares e experiências maravilhosas! Mal vejo a hora de voltar! E vocês, qual foi o melhor lugar pra onde já viajaram?



Share
Tweet
Pin
Share
18 comentários
Hoje eu vou falar pra vocês um pouquinho de como foi meu primeiro mês de experiência em Toronto, Montreal, Quebec e Ottawa, no Canadá. Essa viagem eu fiz logo que me formei na faculdade e embora eu já tenha feito tantas outras depois dessa, as experiências que eu tive eu carrego e carregarei até o fim da vida. Foi uma das viagens mais maravilhosas e gratificantes que eu já fiz e que pra mim, como mochileira que sou, significou o primeiro salto para um mundo de possibilidades.


Esse post vai ser um pouco longo porque eu vou dar dicas que vão desde à escolha de uma boa empresa de intercâmbio, até os principais pontos turísticos, especialmente pra quem for passar o inverno em Toronto. Daí dividirei o post em três partes.

Como foi minha primeira viagem para um país que exigia visto, eu optei por fazer na modalidade intercâmbio. Eu ainda morava em Brasília na época e escolhi a Egali, tanto pela qualidade como pelo custo-benefício.
O pacote que eu paguei incluía todo processo de visto, um mês de hospedagem na república de uma faculdade (quarto individual), um mês de curso de inglês, passeios pelo próprio curso (um para Niágara Falls e outro para CN Tower) e seguro viagem. Só alimentação que não estava inclusa. O atendimento deles é excelente, eu super recomendo a empresa (e olha que eu fui uma cliente muito chata rs). Toda a papelada ficou pronta bem antes da data da viagem e quando foi dia 23 de março de 2015 (ou 2016?) eu embarquei pra Toronto.



Fui pra Toronto pela companhia Air Canada. As passagens custaram em torno de R$ 3.000 reais, mas isso foi porque eu comprei pela Egali. Semanas depois surgiu promoções que chegaram à bagatela de R$800 reais ida e volta. A Air Canada é uma companhia excelente.
De fazer pensar o quanto  Brasil é um absurdo em termos de preço e serviço oferecido. Pra se ter uma ideia eles oferecem janta e café da manhã de graça e com duas opções em cada refeição. Isso sem contar que teve vinho e água grátis durante todo o vôo, as poltronas eram mais largas, foi oferecido cobertor e travesseiro de excelente qualidade.. enfim.. tratamento de primeiro mundo.

Fiquei hospedada no Canadian College of Neurophatic Medicine (CCNM), uma faculdade que tem como foco as pessoas que querem ser homeopatas. Tudo na faculdade tem um quê de natural e as pessoas eram tão leves quanto o que elas comiam. rs Cada andar é formado por quatro lounges. Cada lounge tem uma área de lazer e aproximadamente 30 dormitórios individuais, todos equipados com cama, escrivaninha, guarda roupa, frigobar, luminária e persianas.



A cozinha é coletiva e o ideal é fazer compras semanalmente porque mesmo a comida em Toronto não sendo cara, nem sempre existe disposição pra sair em um frio de 30º negativos pra comprar algo pronto.
O valor da minha primeira compra ficou em 50$ CAD, preço inacreditavelmente barato e foi uma compra que durou uns 15 dias. E detalhe, só produtos de excelente qualidade. Quando eu resolvia comer fora a qualidade da comida também não decepcionava. Comprei uma vez um wrap de massa de espinafre com recheio de atum por 6$ CAD, isso incluso minha bebida. E o negócio era grande! Realmente um almoço!

O transporte em Toronto é de outro mundo! Todo início de mês você tem a opção de carregar um cartão u te dá acesso a todas as linhas de metrô, ônibus e trem e você pode usar ele quantas vezes quiser no mês. Isso por 112$CAD, valor que achei bem em conta tendo em vista que inclui basicamente todo tipo de transporte em um número ilimitado de vezes. Coisa phina! haha



Não só a cidade mas as pessoas, a vibe.. são coisas totalmente diferentes de tudo que eu já havia visto e vivido! A receptividade do canadense é sem igual. Toronto é um cidade que não dorme e por mais sonolenta e preguiçosa que eu seja, lá o conceito de tempo e espaço mudaram radicalmente minha forma de levar os meus primeiros dias. Dias esses que já ilustro no próximo post! rs

Por hoje fico por aqui mas amanha volto com dicas de turismo em Toronto. (; See ya!

Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Newer Posts
Older Posts

About me

Jornalista por formação (e coração!), 27 invernos muito bem vividos. Viajante nesse mundão, esposa do Fábio, mãe da Lavínia. Geminiana. Bipolar e ansiosa. Verdadeira apaixonada por livros, filmes, moda, Disney e acreditem, política! Aqui vocês tem um pouco de toda essa loucura! Just come on in! (:

Translate

Follow Me

  • Facebook
  • Instagram
  • youtube

Seguidores

@tanaraaof

O que estou lendo

O que estou lendo

O que estou assistindo

O que estou assistindo

Categories

  • curitibando
  • futebol
  • inspiration
  • trip

recent posts

Blog Archive

  • agosto 2019 (2)
  • junho 2019 (2)
  • maio 2019 (1)
  • abril 2019 (1)
  • março 2019 (2)
  • fevereiro 2019 (3)
  • janeiro 2019 (5)
  • dezembro 2018 (2)
  • novembro 2018 (6)
  • outubro 2018 (1)

Created with by ThemeXpose