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Blog da Tanara

 

Este ano de 2019 começou com uma mudança profunda para o Brasil. É importante ressaltar que, independente de ideologia política, estamos passando por um processo decisivo para a nação, bem aos moldes de "ou vai ou racha". Estamos afundados em um lamaçal tão fundo que o reflexo se deu nas urnas ao elegermos um presidente que, ideologicamente, representa um caminho contrário ao do tão assustador socialismo que nos amedronta e que, acreditem, bateu às nossas portas. 

À despeito das minhas considerações pessoais sobre nosso atual presidente, reconheço que sua eleição foi um grito de socorro da população, um grito que há muito estava engasgado e que finalmente se fez ouvido. O que Bolsonaro fará com este grito - abafá-lo, como foi feito pelos governos anteriores, ou usá-lo para dar voz às necessidades que realmente importam - é o que importa e o que deve nos manter atentos pelos próximos quatro anos.

Não importa de que posicionamento político você seja, se você mora no  Brasil e não tem pretensão de sair, te resta lutar. E por luta eu não incluo fazer birra e desejar que o governo seja ruim porque se o for, você também será prejudicado. É de uma infantilidade e egoísmo tremendos desejar que um presidente ferre com o país somente porque o teu lado ideológico não venceu. Ficamos durante quase duas décadas com um governo que não agradava a muitos mas suportamos e lutamos para que fosse feito o melhor pelo país. E o mesmo deve ser feito agora. Se você não curte teu novo presidente, manifeste teu "ranço" cobrando melhorias, e não destilando ódio. E caso essas melhorias ocorram, comemore e não fique querendo colocar pelo em cú de cobra porque isso se chama recalque e sabe de uma coisa? não estamos em uma situação social, econômica e política que permita esse tipo de sentimento. 

Que junto com este novo ciclo político se inicie também um novo ciclo pessoal para que possamos nos libertar de amarras ideológicas e lutar por um lugar melhor para se viver. É agora ou nunca, literalmente. Façamos valer! Mudanças são importantes para sabermos onde estamos acertando e onde estamos errando! Pode até ser uma mudança não desejada pra muitos mas é o que temos pra hoje então que pare o choro e comece a vigilância.

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..que se inicia, não nos falte fé, coragem, resiliência, paciência, esperança, amor. Eu creio que 2019 será um ano de vitórias! E você, acredita nisso? Um feliz Ano Novo para nós! Vamos com tudo! (:



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Empatia é uma coisa engraçada, né? Algumas pessoas pensam que é preciso nascer com ela mas eu acredito que ela pode (e deve) ser adquirida e trabalhada durante toda a vida. 
Digo isso porque durante boa parte da minha vida eu não fui uma pessoa empática. Não fui mesmo. Era do tipo que ia a uma loja, pegava a peça de roupa lá do final da pilha, puxava (bagunçando tudo) e quando minha mãe reclamava da minha atitude eu respondia que não tinha importância pois alguém era pago pra fazer aquilo. Era bem desse tipinho, podre mesmo. Mas a vida girou 360º e eu precisei trabalhar em uma loja de shopping anos mais tarde. Nessa loja eu descobri a importância em ser (e se fazer) empático.

Nessa experiência veio o famoso "pagar a língua". Convivi com clientes que pensavam do mesmo modo que um dia eu pensei, mas esses ainda eram "tranquilos", descobri mais tarde.. Pior que esses eram os que xingavam, diziam que iam me bater caso eu não solucionasse o problema ali na hora, me insultavam com os mais diversos adjetivos, sem ponderar nem por um milésimo de segundo como  isso me atingia. Lidando, quase que literalmente, como se eu fosse um robô desprovido de qualquer emoção e que advinha? era pago pra fazer aquilo.

Acredito que trabalhar com atendimento ao cliente é a melhor forma de você se tornar um ser humano melhor. Porque da mesma forma que as pessoas as quais você atende não fazem ideia de como foi teu dia, tua semana, teu mês, do que você passa ou deixou de passar, você também não faz ideia da realidade que está do outro lado. Isso obriga você, na maioria das vezes, a analisar o outro por uma perspectiva mais humana, mais empática. Atendendo o próximo você descobre a exata maneira como gostaria de NÃO ser tratado e isso te faz ter uma postura melhor, coisa que por consequência se estende aos demais e cria, acredito eu, uma verdadeira corrente do bem. 

Vão ter dias que não adianta, você vai atender uma pessoa que não está nem um pouco disposta a ser minimamente bacana contigo. Nestes dias faz-se valer a calma e a consciência de que o lixo do outro não te pertence e você não pode absorver aquilo porque da mesma forma que existem correntes positivas o mesmo vale pro negativo. É difícil, mas nesse ponto também se vê a empatia; isto porque vale pensar que talvez aquela pessoa esteja passando por alguma situação ruim e esteja descontando, mesmo que sem querer, em você. Mas exercitando o lado humano a tendência de desarmar essas pessoas e fazê-las refletir a respeito da situação, mesmo que depois, mesmo que com outra pessoa, já vale o sapo engolido. 

Isso vale também pra você, que nunca precisou trabalhar om atendimento ao público (cosia que acho bem difícil).Se tu for um cliente em qualquer estabelecimento, em qualquer serviço prestado, lembre-se: do outro lado existe uma pessoa com problemas a mil para resolver, demandas gigantescas, pessoas que muitas vezes dependem daquele trabalho pra viver e sabe? Não é legal estragar o dia delas com teu lixo. Assim como você não gostaria que estragassem o teu. É uma lógica que parece simples né, mas é incrível como é ainda pouco praticada. 
Por tanto, faz-se necessário o reforço. 

Atualmente não trabalho mais nessa loja mais ainda trabalho com atendimento à outras pessoas e todos os dias sigo aprendendo. E o que tiro de mais valioso nas minhas experiências, o que levo pra vida e te aconselho a levar pra tua também é: o que tiver de lixo, jogue no lixo. Jamais, jamais mesmo, jogue em outra pessoa.
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Dizer que Bohemian Rapsody foi um dos melhores filmes que já vi ainda não faria jus à forma como a obra mexeu comigo. Confesso que a minha primeira lembrança do Queen foi em um DVD de flashback que minha mãe ouvia. Na época eu achava a música muito chata, as performances do Freddie teatrais demais e os clipes muito sombrios. Resumindo: minha adolescência não me permitia apreciar a qualidade musical do Queen. Anos depois, quando me casei, fui me aprofundando, por influência do meu marido, em bandas antes esquecidas. Mas foi quando eu descobri que a música "Love of my Life", que eu amava, era do Freddie, que eu realmente me dediquei a degustar as musicas da banda. 

E foi munida de admiração que fui assistir ao filme "Bohemian Rapsody" ontem. 
Quero destacar alguns pontos a respeito do filme. O primeiro deles é com relação à atuação do Rami Malek como Freddie Mercury. O cara foi simplesmente sensacional! Ele conseguiu traduzir em sua atuação o que eu imagino que era a real essência do cantor e durante todo o filme é impossível não se emocionar com a proximidade que a atuação te faz ter com o artista. A inocência no olhar, a mente visionária - muito além do seu tempo - , o grande coração e a criatividade em cada detalhe da composição de suas músicas, tudo isso foi muito bem exposto e ressaltado por Rami ao capturar e transmitir a imagem de Mercury durante o filme.

Apesar de não ser um filme majoritariamente focado na banda mas sim no Freddie, as pinceladas a respeito da formação e da interação que os integrantes tinham foi outro ponto interessante. A despeito da maior parte das bandas de rock, o Queen aparentemente não viveu o drama do fim, muitas vezes causado pelo destaque de um membro específico ou brigas.. pelo contrário. A banda se manteve - e se mantém - unida, independente do foco ter sido maior ao vocalista. 


Por último, mas não menos importante, o filme te ambienta em uma época onde a homossexualidade e a AIDS tinham destaque nos jornais e andavam praticamente de mãos dadas. Nesse quesito a obra deixa uma importante reflexão sobre a fragilidade da vida e como ninguém está imune a nada, seja você um cidadão comum ou um astro do rock. Nesse ponto vale o destaque à maneira como foi retratada a resiliência e o otimismo de Freddie diante da doença, mesmo sabendo que seu tempo estava contado. O sentimento é ambíguo na cena em que Mercury conta pra banda que pegou a doença: por um lado você fica triste junto com o cantor. É como se você sentisse, junto com ele, que a vida está com os dias contados e esse sentimento ser passado através de um filme foi uma sacada genial. Por outro lado você percebe a força em Freddie e a vontade de fazer do tempo de vida o mais intenso e incrível possível e isso é revigorantemente motivador.

Como eu já disse, foi um dos melhores flmes que já vi. Como expectadora, me senti próxima a Mercury. A obra te faz sentir as mesmas emoções do protagonista e te permite ter uma visão mais humana por trás do artista. Durante as mais de duas horas de duração, o longa te faz ficar com o fôlego preso do início ao fim. É inacreditável por que eu jamais pensei que uma semi biografia de um astro do rock pudesse arrancar tantas lágrimas de mim. 


Recomendo muitíssimo e acho que todos deveriam assistir, sejam fãs da banda ou não. Não é apenas uma biografia, é uma lição de vida. Não é somente uma reverência a um dos maiores astros do rock da história; é também uma reverência à vida, à esperança, à arte, à música, à luta.. coisas que não importa o tempo, nunca são velhas demais para serem lembradas e exaltadas.

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Quase nunca falo sobre minha experiência como mãe. Isso porque acho que, mesmo tendo passado um ano e quatro meses desde o nascimento da minha filha, eu sinto que ainda não sei nada. Quando eu tive minha filha foi algo planejado. Eu já tinha viajado bastante, curtido horrores e aí, após um ano com meu marido, começamos a divagar sobre filhos. Uns dois meses depois eu descobri que estava grávida. Obviamente a descoberta não foi nenhuma surpresa, e os nove meses que se passaram enquanto eu esperava a Lavínia chegar foram uma montanha russa de emoções. Mas nada, nada mesmo me preparou para o que veio depois. 

Quando tive minha filha eu passei por uma depressão pós parto bem pesada. Eu tinha medo de fazer mal a ela em algum momento de raiva, às vezes eu sonhava que eu jogava ela na parede em uma crise de choro, coisas bem ruins e que me faziam sentir super mal. Juro que nos primeiros 40 dias de vida da Lavínia eu simplesmente não conseguia gostar dela. É horrível escrever isso, mas era a minha realidade e como mãe, isso doía muito. Não a toa minha mãe e meu esposo ficaram, nesse período, cuidando de nós duas. Eu não sabia como agir, não sabia o que fazer, ficava bem chateada quando ela acordava à noite chorando e interrompia o meu sono. Eu sentia como se aquela vida pré maternidade tivesse sido roubada de mim e eu colocava a culpa na minha filha. Mesmo eu tendo escolhido ser mãe, quanto todo o ônus da maternidade bateu à porta, o bônus ficou na lata de lixo. E demorou um tempo pra eu entender o tamanho da responsabilidade que eu tinha. Mas, mais do que entender a responsabilidade demorou um tempo pra eu também aprender a amá-la. E isso é normal. Acreditem.

Muita gente diz que toda mulher já nasce sendo mãe. Mas acredito fielmente que isso é uma mentira. A maternidade é aprendida todos os dias e acredito que seguiremos aprendendo até o dia em que morrermos. Eu cresci em uma família com pais que me deram tudo e sempre. Por mais que o objetivo não fosse esse, eles acabaram criando uma pessoa mal acostumada. E foi duro deixar essa antiga Tanara individualista e folgada (verdade seja dita) de lado pra aprender - pasmem - a pensar em algo além do meu umbigo. A pensar em alguém além de mim. E devo dizer, minha filha tem feito um ótimo trabalho me ensinando tudo isso. E hoje, como mãe, eu preciso lutar pra não passar para a Lavínia maus costumes que fizeram parte da minha criação e mostrar que eu estou pra ela integralmente, no matter what.  

Um exemplo das pequenas lições que a maternidade me trouxe é quando minha filha acorda a noite com fome. Eu e meu marido criamos o hábito de só ele levantar de madrugada para cuidar da Lavínia. Isso é super cômodo pra mim, claro, que fico na cama dormindo. O problema é que quando meu marido está doente ou por algum motivo não pode levantar, eu demoro a entender que o barulho que escuto é um choro, que esse choro é da minha filha e que eu preciso levantar e fazer o que meu esposo faz todas as noites. Nesse ínterim a Lavínia já ficou super estressada e quando eu chego no quarto dela fica muito mais difícil acalmá-la. 

Sei que parece meio bobo, mas são detalhes importantes. Se meu marido passa mais tempo cuidando da minha filha, a figura que ela terá como referência em termos de respeito e carinho será majoritariamente ele, e não eu. E isso, no futuro, pode causar problemas na minha relação com ela. 

Costumo brincar dizendo que meu marido corrige e eu fico responsável pela diversão, mas confesso que já estamos pagando o preço por isso. Quando é pra eu corrigir ela não dá bola e quando é pro meu marido brincar com ela, ela também não liga muito. Cara, são tanto detalhes, tantos pontinhos aos quais precisamos ficar atentos. A parte de trocar fraldas, levar na creche, colocar pra dormir é o de menos perto de todo o universo que tem por trás de ser mãe e pai.

Hoje, apesar de todos os erros (e também acertos) eu me considero uma boa mãe. Sei que posso (e devo) buscar ser sempre melhor, mas aquela visão individualista e umbigalista que eu tinha do mundo tem sido cada vez mais quebrada e substituída por um amor que não cabe no meu peito. Quando penso na depressão que tive quando a Lavínia nasceu e nas coisas absurdas que tive medo que acontecessem com ela por minha causa, eu agradeço a Deus porque foram esses momentos difíceis que me prepararam pra me doar 100% pra minha filha agora. 

A trajetória não e fácil pra quem vive mas é imensamente leve pra quem está do lado de fora e julga. E esses julgamentos de pessoas que mesmo não tendo filhos, se acham melhor mãe/pai que nós que os temos, deve ser encarado com muita sutileza e, porque não, frieza. Ninguém além dos pais sabe o que é melhor pros filhos. Ninguém além dos pais tem o direito de se meter na educação, crescimento e edificação dos filhos. Isso porque também ninguém além dos pais acorda 3, 4x de madrugada, leva no médico duas vezes por semana, perde noites de sono pensando em como colocar no orçamento as roupas pro bebê, os brinquedos, a educação de qualidade. Então quando ficamos cansados, exaustos, quando cogitamos tirar aquele tão sonhado day off  para relaxarmos um pouco, não nos julguem. Não diga que somos maus pais, que não pensamos nos nossos filhos porque cara, é basicamente isso que fazemos todos os dias. E sei que tem gente que pensa "se não queria essa trabalheira toda era só não ter engravidado". Mas gente, esse pensamento é tão burro (me desculpem a expressão). É o equivalente a dizer que "se não queria problemas na vida era só não ter nascido". 

A gente escolhe sabendo dos problemas, sabendo das dificuldades e essa escolha é baseada no "apesar de". Apesar das noites mal dormidas, apesar da fila no hospital, apesar dos recursos gastos, apesar disso tudo.. eu quis ser mãe, eu SOU mãe e eu não trocaria isso por nada nessa vida.

Nós, pais e mães, temos sim o direito de errar porque nós também estamos aprendendo. Temos o direito de descansar porque nós também cansamos. Temos o direito de chorar porque muitas vezes, a responsabilidade aparenta ser maior do que suportamos carregar. Mas isso não diminui o tamanho do amor que sentimos pelos nossos filhos. Na verdade, acredito que são nesses momentos de dificuldades, que nós descobrimos nossa verdadeira força e o tamanho do amor que temos pelos nossos (eternos) bebês. 

Eu amo minha filha, mataria e morreria por ela e graças a ela, hoje eu sou uma pessoa infinitamente melhor. Sigo cansada, sigo exausta mas eu não trocaria essa experiência por nada nessa vida. Ela nasceu de mim e eu estou crescendo por ela. <3
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Jornalista por formação (e coração!), 27 invernos muito bem vividos. Viajante nesse mundão, esposa do Fábio, mãe da Lavínia. Geminiana. Bipolar e ansiosa. Verdadeira apaixonada por livros, filmes, moda, Disney e acreditem, política! Aqui vocês tem um pouco de toda essa loucura! Just come on in! (:

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